Depois de 17 anos em jejum, o Flamengo foi o campeão brasileiro de 2009 (num dos campeonatos mais emocionantes da história!). A festa foi completa. O Brasil parou. O povo chorou, assim como também deve ter chorado a Petrobras.
Depois de 25 anos ininterruptos de patrocínio exclusivo ao clube de maior torcida do Brasil, a maior empresa do nosso país perdeu uma chance única de consolidar um longo processo de patrocínio esportivo. Em abril de 2009, há exatamente 8 meses atrás, a Petrobras rompia o contrato de patrocínio com o Flamengo, abrindo as portas para um leilão que culminou na vitória da Ale Combustíveis para estampar sua marca na camisa rubro-negra.
Acho que nem a própria Ale esperava um resultado tão bom em tão pouco tempo! E a Petrobras… tomou um gol olímpico! Acho que Petkovic abastecerá seu carro de graça por um bom tempo. Apenas para lembrar, a Olympikus também se saiu vitoriosa. Mas o tempo de vinculação da marca Nike ao Flamengo não se compara nem de longe com o que ocorreu com a Petrobras.
E como eles mesmo dizem: D’ALE Mengão! Esse mundo dos negócios é mesmo irônico…
Após perder por incríveis 9 a 1 para o Tottenham, o time do Wigan, que jogou em sua casa no Estádio White Hart Lane, decidiu devolver o dinheiro dos ingressos aos torcedores. A ideia partiu dos próprios jogadores do Wigan que ficaram extremamente envergonhados com a massacrante derrota.
Com um misto de honra, respeito ao cliente e direito do consumidor, a atitude do time inglês demonstrou um excelente alinhamento com os conceitos de marketing.
Já na Terra Brasilis, creio que será difícil vermos algo do tipo. A realidade da gestão empresarial dos times brasileiros ainda é restrita a poucos clubes. Em nosso caso, o que seria mais difícil: os cartolas ou os jogadores abrirem mão do dinheiro?
Duas vezes ao dia, a cada 12 horas, todos os ponteiros deste relógio se alinham para formar a seguinte frase: “A cada 12 horas na África, mais de 2.000 pessoas morrem de AIDS por não terem acesso a cuidados médicos”. Quando falamos de um dado anual, o número africano é ainda mais assustador: 1.600.000 pessoas morrem por não terem acesso a tratamento.
A associação Solidarite Sida (AIDS Solidariedade) pretende alertar europeus para a necessidade de agir rapidamente contra esta situação. Para isso, foi criada uma instalação ao ar livre de 2m x 2m, em associação com o artista Nadine Grenier, composto de 321 mecanismos de relógio. Na parte inferior da instalação a assinatura explica que as pessoas podem obter mais informações sobre a fundação e fazer doações on-line: “Cada minuto conta. www.solidarite-sida.org “.
Defendo sempre que as ações publicitárias do segmento social (ONGs, OSCIPs, Entidades, etc.) devem ser interativas e inovadoras. Cada vez mais o Marketing de Guerrilha vem se mostrando eficaz na entrega deste tipo de comunicação.
Tais conceitos são representados nesta excelente ação da DM9 para a WWF Brasil. Em praças e ruas, foram distribuídos ao público alguns balões cinzentos. As pessoas, então, eram convidadas a estourar os balões cinzentos, “liberando” a Terra dos gases poluentes. De forma simples, criativa e dinâmica, a ação cumpriu o objetivo proposto! Muito bom!
Com o objetivo de dizer “não temos nada a esconder”, a companhia aérea Air New Zealand estreou a sua mais nova campanha nesta semana nas TV`s da Nova Zelândia. No filme, oito funcionários da companhia, incluindo o diretor executivo Rob Fyfe, aparecem nus, apenas com os corpos pintados, para comunicar toda a transparência da empresa no serviço aéreo, cujo mercado é tomado por empresa que vendem passagens baratas, mas cobram diversas taxas onerando os custos para o cliente. O institucional já teve mais de 375 mil exibições no YouTube.
A cadeia de restaurantes vegetarianos TIBITS ousou na divulgação de seus atributos. Utilizando-se da estratégia de marketing de guerrilha, a agência WIRZ/BBDO aproveitou as árvores para colocar garfos gigantes e comunicar: “Very, very fresh vegetarian food” (comida vegetariana muito, muito fresca).
Alguns dos maiores avanços ocorridos no último século foram obtidos por duplas dinâmicas, cujos nomes sempre serão lembrados como sinônimo de suas conquistas monumentais. Houve Marie e Pierre Curie, que ajudaram a definir a estrutura dos átomos; James Watson e Francis Crick, os cérebros por trás da descoberta da hélice dupla do DNA; Richard Rogers e Oscar Hammerstein II, que revolucionaram o teatro musical na Broadway e, evidentemente, existem Al Ries e Jack Trout, os pais do posicionamento, o conceito revolucionário que mudou para sempre o modo como o marketing era praticado. Agora, Ries e Trout uniram-se uma vez mais para nos proporcionar uma nova edição de Posicionamento: A Batalha por Sua Mente, o livro inovador que introduziu o conceito de posicionamento e adquiriu o status de “bíblia” para sucessivas gerações de profissionais de marketing e anunciantes. Esta edição de vigésimo aniversário apresenta um novo comentário dos autores, oferecendo uma perspectiva original sobre o porquê de o posicionamento ser até mais importante hoje do que era há 20 anos, juntamente com a análise aprofundada de alguns dos maiores sucessos (e fracassos) de marketing das últimas duas décadas. Esta nova edição do clássico de 1980 é leitura obrigatória para profissionais de marketing, anunciantes e leitores de livros de negócios que reconhecem que o sucesso não depende somente de ter o melhor produto ou serviço, mas de incutir a mensagem certa na mente dos clientes e mantê-la fixada.
Outro dia desses eu estava assistindo a palestra da Rosana Hermann cujo título “Agilidade Mental” tratava, entre outros assuntos, do modo como enxergamos, interpretamos e entendemos as coisas.
Em certo momento, começou-se a falar do jeito alemão de ser. A cidade alemã é toda quadradinha, sua arquitetura é geometricamente perfeita, as casinhas são iguaiszinhas, as danças são quadradas, historicamente o jeito de ser é quadrado e, definitivamente, é um povo quadrado (tomara que meu bisavô não leia isso).
Entretanto, podemos afirmar que o alemão é um povo CORRETO. Inteligente, que faz bem feito. Suas atitudes são corretas. Mas, o que é ser correto?
Um quadrado é correto: possui todos os lados iguais e ângulos retos! Voilá! Todos os ângulos são de 90 graus. São retos. Os ângulos do quadrado são “co-retos”.
Logo, um ser correto é um ser quadrado.
Um cubo é quadrado. É fechado. Quem está dentro do cubo está fechado. Os ângulos retos não se comunicam, apenas enxergam uma hipotenusa imaginária.