Archive for março, 2009

29marMILK – A Voz da Igualdade

Milk - A Voz da Igualdade

Início dos anos 70. Harvey Milk (Sean Penn) é um nova-iorquino que, para mudar de vida, decidiu morar com seu namorado Scott (James Franco) em San Francisco, onde abriram uma pequena loja de revelação fotográfica. Disposto a enfrentar a violência e o preconceito da época, Milk busca direitos iguais e oportunidades para todos, sem discriminação sexual. Com a colaboração de amigos e voluntários (não necessariamente homossexuais), Milk entra numa intensa batalha política e consegue ser eleito para o Quadro de Supervisor da cidade de San Francisco em 1977, tornando-se o primeiro gay assumido a alcançar um cargo público de importância nos Estados Unidos.
Dirigido por Gus Van Sant (Gênio Indomável) e com Sean Penn, Emile Hirsch, Josh Brolin, Diego Luna e James Franco no elenco. Vencedor de 2 Oscars.

06marOnde é o fundo do poço?

Fundo do Poço

 

Infelizmente, não há como fugir do assunto, por mais cansados que estejam os leitores de ouvir os economistas falando sobre a crise econômica que não foram capazes de antecipar. O tema não caduca não apenas porque a crise é uma das mais severas da história, mas principalmente porque a cada dia que passa, precisamos atualizar nossa definição da palavra “severa”.

No Brasil, os dados de produção industrial referentes ao mês de dezembro são alarmantes, para dizer o mínimo. Ajustando para a sazonalidade, a indústria brasileira declinou mais de 12% em dezembro, comparativamente a novembro. No total, no último trimestre do ano passado, a indústria afundou quase 10%, levando a um crescimento em 2008 de meros 3%. E o primeiro trimestre deste ano promete mais números feios.

É verdade que os últimos dados da indústria de certo modo foram inflados pelo derretimento da indústria automobilística e o consequente ajuste negativo de estoques. Porém, o índice de difusão, que mede o número de setores com crescimento negativo, não deixa margem para dúvidas.

A recessão está espalhada por grande número de setores da economia, e não concentrada apenas nos setores mais dependentes de crédito para funcionar. No gráfico abaixo, note o leitor que já chegamos em dezembro a um nível similar ao das crises Collor (1991), Arrocho de Crédito (1995), Apagão (2001) e Política (2002). E isso sem que tenhamos alcançado o fundo do poço.

Diante deste quadro, é bem provável que o Banco Central continue a reduzir os juros com contundência, nas próximas reuniões do Copom. Mas, em que pese isso e a fé professada por Lula na recuperação da economia doméstica, a verdade é que a produção só se recuperará quando a economia mundial voltar a respirar com mais normalidade.

Quando isso vai acontecer? Não há como dizer com precisão, mas a experiência pregressa sugere que ainda vai demorar bastante.

Com efeito, em artigo recente, os economistas Kenneth Rogoff e Carmem Reinhart investigaram minuciosamente o caminho das variáveis econômicas após a ocorrência de grandes crises financeiras, tanto recentes (como Argentina e Ásia), como antigas (como a de 1929). As conclusões não são nada alvissareiras.

Na sua amostra, em média, as bolsas dos países atingidos caem cerca de 55% em um período de 3,5 anos; o desemprego eleva-se em sete pontos percentuais ? e tarda 4 anos para regressar ao seu nível pré-crise; o PIB declina um total de 9%; e a dívida pública eleva-se fortemente devido à maciça queda de receita que advém da contração da economia.

A coisa é realmente feia. Ao invés de marolinha, temos uma verdadeira tormenta. Concluo este texto com um pingo de esperança. Se os EUA conseguirem rapidamente implementar o plano de recuperação do mercado financeiro, separando os ativos ruins dos bons no bojo de um grande Bad Bank, destravando assim o mercado financeiro, a recuperação econômica poderá vir mais cedo.

Afinal de contas, estatísticas fornecem médias sobre o passado, mas se as ações de política econômica presentes forem melhores que as passadas, elas deixarão de fornecer um bom guia para o que vem adiante.
Por Carlos Eduardo Gonçalves (professor do Departamento de Economia da FEA-USP e Economista do Grupo de Conjuntura da FIPE; e-mail: cesg@usp.br)
HSM Online
02/03/2009

06marNova campanha do Akatu combate o desperdício de alimentos

Enquanto 14 milhões de pessoas vivem em situação de insegurança alimentar grave no Brasil, o desperdício de alimentos dentro de casa chega a 1/3 de todas as compras.

Esta é uma das peças da campanha do Instituto Akatu. Abaixo segue o texto com maiores explicações.

Na casa da família Mota, na cidade de Cotia, próximo a São Paulo, onde moram o casal e os três filhos, nenhum alimento vai para o lixo. “Raramente a comida estraga porque fazemos compras planejadas a cada semana. Quando sobra, reaproveitamos no dia seguinte para fazer pratos leves como sopas”, conta orgulhoso o pai, Alberto Alves da Mota, de 48 anos.

O hábito de reaproveitar os alimentos, no entanto, ainda é pouco comum para a maioria das famílias brasileiras. Com o objetivo de alertar o consumidor para o fato de que uma grande parcela de tudo que se compra é desperdiçado, o Instituto Akatu lançou a campanha “1/3 de tudo que você compra vai direto para o lixo”. As peças publicitárias foram criadas pela agência Leo Burnett, parceira institucional do Akatu.

“O slogan é uma frase de impacto, mas é real. Nosso objetivo é chamar a atenção dos consumidores para os impactos desse desperdício. Ele precisa ter consciência de que o primeiro impacto é no seu próprio bolso. Para se ter uma idéia, uma família média brasileira de quatro pessoas que não desperdiça alimentos faz uma economia de cerca de R$ 800.000,00 ao longo da vida dos membros dessa família”, explica Helio Mattar, diretor presidente do Instituto Akatu. “Além disso, o desperdício tem impacto em toda a sociedade, pois toda comida que vai para o lixo ocupa espaço, e a coleta e o tratamento desse lixo precisam de investimentos que poderiam ser usados em educação, saúde ou transporte.”

A campanha
A iniciativa surgiu da constatação de que, no Brasil, aproximadamente um terço de todos os alimentos comprados em uma casa é desperdiçado. Junto com eles, todas as suas embalagens, toda a água e energia usadas na sua produção e no transporte são também jogados fora, gerando inúmeros impactos negativos para a sociedade, para a economia e para o meio ambiente. O número é ainda mais alarmante quando lembramos que estamos em um país onde 14 milhões de pessoas vivem em domicílios com insegurança alimentar grave (fonte: IBGE, 2004). O objetivo da campanha é alertar os brasileiros sobre este fato e mostrar que é possível mudar este quadro por meio de pequenos gestos diários.

As peças da campanha incluem um comercial de TV e cinema com duração de 30 segundos, um spot de rádio de 45 segundos, anúncios para revista e jornal, banners online e até um ringtone – veja aqui as peças da campanha. A linguagem é parecida com a dos anúncios de ofertas do varejo, ressaltando o desperdício dos produtos que vão para o lixo. Com a chamada “Olha que loucura!”, são exibidas imagens de frutas, hortaliças, carnes e laticínios estragados, ao lado do preço de cada produto.

Essas imagens impactam o público, gerando reações emocionais. As pessoas conseguem se perceber vivenciando experiências semelhantes na rotina de suas casas. Isso foi comprovado por uma pesquisa de avaliação da campanha  feita pela Box 1824 como contribuição graciosa ao Akatu. A pesquisa foi feita junto a um público interessado em responsabilidade social, composto por grupos de homens e mulheres entre 18 e 35 anos. Identificando-se com as cenas de desperdício, os consumidores admitem que agem dessa maneira, consideram que a sociedade é responsável por mudar esse cenário e sentem-se impelidos a deixar de desperdiçar.

A campanha também ganhou um hotsite. Um ambiente interativo onde você pode obter mais informações, calcular quanto perde com o desperdício de alimentos em sua casa e conferir dicas do que fazer para evitá-lo.

Você também pode participar da nossa campanha. Aqui no site do Akatu você pode responder à nossa enquete que trata de questões relacionadas ao desperdício.

Fonte: Instituto Akatu

06marQual a diferença entre fundos DI e RF?

Essa é uma pergunda fácil de ser respondida mas que muitos investidores não sabem.

A diferença básica entre os dois tipos é que os fundos DI aplicam boa parte do patrimônio em títulos do governo com taxa pós-fixada (por exemplo, o títulos LFT) e os fundos de Renda Fixa investem em títulos públicos pré-fixados (por exemplo, LTN e NTN).

O que isso significa?
Os fundos DI são mais indicados em momentos de alta de juros (aumento da taxa SELIC), pois seu rendimento varia junto com o indicador. Por exemplo a taxa SELIC (que hoje está em 12,75%) subisse para 14,75%, a rentabilidade do fundo DI irá acompanhar esse movimento.

Os fundos RF são indicados para momentos de queda de juros uma vez que ele se baseia na compra de títulos de juros pré-fixados. A previsão do Banco Central para a taxa SELIC para o fim do ano é de 10,75%, portanto, em 2009 o investimendo em RF é mais indicado.
Vamos ver na prática
Aqui está um gráfico da taxa SELIC de 2003 até 2009. Notem que de Janeiro de 2003 até Dezembro de 2003, o juros caiu bastante:

Investindo em um fundo RF e um DI por esse simulador de investimentos do Banco do Brasil, podemos ver a diferença dos dois de fundos.

Escolhi dois fundos muito parecidos, o BB Referenciado DI Longo Prazo e o BB Renda Fixa Longo Prazo, ambos com aplicação inicial de R$50.000,00 e com taxa de administração de 1%. Olhem o resultado:

Fundo Aplicação inicial Valor final Rendimento
BB Ref DI LP 50 mil
50.000,00
62.341,10
24.7%
BB R Fixa LP 50 mil
50.000,00
62.925,00
25.85%

Podemos ver na prática que a Renda Fixa rendeu mais do que o DI no período de queda de juros.

Fonte: Investidor Jovem | por Allan Panossian.